Soppa de Letra
O Que É?
Roteiro
Equipe Técnica
Agenda
Fotos
Letra da Vez
Diário de Ensaio
Letra da Vez
Neste momento, o personagem deveria ser apresentado com uma biografia em forma de medley. Procurei feito um louco letras com a qual me identificasse, que fossem ao mesmo tempo descritivas e reveladoras. Tentamos de tudo: Cariocas, da Adriana Calcanhoto; Pau de Arara, do Carlinhos Lyra e até Paratodos, do Chico. Mas nenhuma se revelou tão eficaz quanto Na Batucada da Vida, de Ary Barroso e Luiz Peixoto. Trata-se de uma história de vida completa e descrita em apenas dezoito versos. Eram raríssimas as compositoras mulheres naquela época e também ainda era muito pouco comum um compositor expressar-se no feminino. Ary e seu parceiro me ofereceram sua alma feminina numa bandeja de prata e ali estava a vida que eu queria contar. Nunca ouvi uma gravação com o próprio Ary e existem várias versões da letra. Escolhemos dizer a de Tom Jobim.

No dia que eu apareci no mundo
Juntou uma porção de vagabundo da orgia
De noite teve lua e batucada
Que acabou de madrugada em grossa pancadaria
Depois do meu batismo de fumaça
Mamei um litro e meio de cachaça, bem puxados
E fui adormecer como um despacho
Deitadinha no capacho, na porta dos enjeitados
Cresci olhando a vida sem malícia
Quando um cabo de polícia despertou meu coração
E como eu fui pra ele muito boa
Me largou na vida à toa
Desprezada como um cão
E hoje que eu sou mesmo da virada
E topo qualquer parada por um prato de comida
Irei cada vez mais me esmulambando
Seguirei sempre cantando
Na batucada da vida

Outras Letras

Starry Night
Com Açúcar e com Afeto
Feitio de Oração
Comprimido / Cotidiano
Jorge da Capadócia
Santa Bárbara - Absinto
Roteiro Soppa de Letra
Uma Palavra
Febril
Traduzir-se
Poema da Lesma
Metáfora
Canção de amor / Sentimental
Miss Suéter
Maria Que Ninguém Queria




Projeto

Pedro Paulo Rangel


Direção

Naum Alves de Souza


Produção

Megalô Inc.

Webdesign

Leandro Dantas


Free Web Counter
Free Hit Counter

Prêmio Shell de Teatro

Prêmio Shell

Melhor ator

Pedro Paulo Rangel, por "Soppa de Letra"